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NBR 15575 - Norma de Desempenho Reunião de 19 janeiro 2011

Data e Hora  publicado em 20/01/2011 às 15:44

A seguir relato dos trabalhos da 1ª reunião/2011 da Comissão de Estudo de Desempenho de Edificações (CE-02:136.01) realizada em 19.01.2011 na sede da ABNT em São Paulo – SP

Pauta:

- Leitura e aprovação da minuta de ata da 2ª reunião de 2010;

- Apresentação do tema “Conceituação”;

- Apresentação do Livelink;

- Assuntos gerais.

A palestra sobre “Conceituação” foi proferida pela engenheira Maria Angélica – Consultora NGI e a seguir listamos alguns “pontos altos”.

A engenheira apresentou uma série de normas de conteúdo semelhante à da NBR 15575 e praticadas em países ibéricos com destaque para a Espanha.

A preocupação com Normas de Desempenho começa na década de 70 com a parceria BNH-IPT voltada à moradia popular experiência registrada numa série de textos e trabalhos publicados no livro “tecnologia de edificações” publicado pela Editora Pini.

Na década de 90 uma série de inovações tecnológicas é inserida, mas sem respaldo de norma específica.

Mexemos tanto em racionalização que interferimos negativamente no desempenho acústico.

O Cliente evoluiu em padrão de exigências, site chega de barulho ponto com.

No Brasil o produto vai a mercado sem a necessidade de atender à Norma Técnica específica.

A Cultura de atendimento à Norma no Brasil é fraca, surge daí a concorrência predatória.

Na consecução de um projeto deve se levar em conta as exigências de uso e operação e condições de exposição, a partir daí determina-se Requisitos de desempenho,Critérios de desempenho,Métodos de avaliação.

Projetasse garagem obedecendo apenas o código de edificações, qual o escritório que sabe as dimensões dos carros que trafegam no Brasil hoje?

Construir uma cozinha com apenas duas tomadas elétricas para atender a infinidade de aparelhos elétricos disponíveis é flertar com o perigo.

O conceito de construir está baseado em projetar e construir com base nas necessidades de todo o ciclo de vida útil.

O cliente poderá cobrar da construtora o atendimento à nova Norma Técnica NBR 15575 no caso de projetos protocolados a partir de 12 de março de 2012.

O Artigo 39 do código de defesa do consumidor liga a Norma à Lei.

A Norma estabelece comportamento em uso e estabelece comportamento mínimo.

Engenharia não é para qualquer um.

O pais pagará no futuro o preço por executar projetos de ciclos de vida útil curtos de 15 a 20 anos.

Desempenho não significa sofisticação.

Onde não há solução a custos adequados para o cliente há espaço para inovação.

O produto deve ser caracterizado quanto a desempenho.

Não adianta projeto e material se a execução é falha.

O projetista deverá conhecer e registrar no projeto as características de exposição a que estarão sujeitos os materiais.

O cuidado com a especificação técnica em projeto pode ser medida com o exemplo da ação que está sendo movida na justiça contra construtora que executou fachada que em apenas dois anos sofre grandes efeitos da poluição urbana em SP.

O mesmo revestimento que atende a um prédio na Barra Funda não atende na praia, uma mesma cerâmica não deve atender a todo o imóvel.

Para quem já constroi preocupado em atender Normas apenas uns 11 itens serão novidades.

Não há como definir a % de custo aumentado pelo atendimento à NBR 15575.

Deve ser solicitada declaração de conformidade do material aos fabricantes conforme previsto em Norma.

Não existem produtos similares, mas desempenhos equivalentes.

CSIC- catálogo técnico.

A energia perdida pelo setor na busca de conhecimento é muita, pois cada elo da cadeia trabalha isoladamente, fabricante, construtor, projetista. Preconceitos devem ser desconsiderados.

O setor não se organizou no tempo certo, 2008, para discutir a Norma NBR 15575.

Declaração importante do Sr Luiz Zigmantas, engenheiro da Caixa, informa que o aumento de teto previsto para a faixa inferior de financiamento do PMCMV deve passar de 50 mil para 70 mil que será consumido, infelizmente, em terreno e não será canalizado para custo de construção como desejado pelos construtores.

Se há sistemas construtivos que até março 2012 não possam atender desempenho mínimo deve se tomar cuidado em exigi-lo para que a construtora não seja cobrada judicialmente.

O engenheiro Fabio Villas Boas, coordenador geral do grupo de revisão da NBR 15575, contou aos presentes uma série de casos envolvendo reclamações técnicas de certa forma até “bizarras” como ilustração da importância da convivência harmônica entre construtora e cliente.

A partir de 02 de fevereiro de 2011 começam a ser discutidos e votados em plenárias como a realizada hoje , 19/01, as propostas de revisões dos itens da Norma que provocaram críticas por parte do Setor.

Os grupos, definidos na 2ª reunião de 2010 , foram os seguintes;

GT 1 – Requisitos Gerais (parte 1) – Fábio Villas Boas (Tecnisa)

GT2 – Sistemas Estruturais (parte 2) – Jorge Batlouni (Tecnum)

GT3 – Pisos Internos (parte 3) – Ana Paula Menegazzo ( CCB)

GT4 – Sistemas de Vedações (parte 4) – Cláudio Metidieri (IPT)

GT5 – Coberturas (parte 5) – Ricardo Pina (Sinduscon-SP)

GT6 – Sistemas Hidrossanitários (parte 6) - Vera Hachich (Tesis).

Prova da importância da Nova Norma para o setor foi a maciça presença na reunião de hoje, mais de 120 pessoas. Maiores informações podem ser obtidas no site da ABNT ou da CBIC.
 

Fonte: Para Construir

Tags Tags:  artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor consumidor Norma de Desempenho peritos NBR 15575

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