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Nova regra para a construção civil poderá afetar o bolso do consumidor.

Data e Hora  publicado em 14/06/2010 às 11:33

Baixa renda será mais afetada, pois normas valem para prédios menores

O barulhinho do andar de salto alto, um grito de gol tarde da noite ou algumas marteladas bem cedinho. Quem nunca enfrentou isso com um vizinho certamente conhece alguém que já tenha passado por essas situações. Esses problemas serão minimizados a partir de 12 novembro, quando começam a valer as novas regras de desempenho da construção, publicadas no último dia 12 de maio. Mas esse conforto terá um preço, que será repassado ao consumidor.
A Norma Brasileira de Desempenho de Edifícios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) vai regular a diminuição de ruídos entre os apartamentos, a melhoria da temperatura interna, a iluminação e a segurança estrutural.

"Com certeza terá acréscimo no custo do imóvel", garante o vice-presidente da área de materiais, tecnologia e meio ambiente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Junior. Segundo ele, para cumprir as exigências técnicas da ABNT, as construtoras terão que fazer adaptações que vão gerar maiores custos. Ele lembra que, como as normas são para construções que atingem até cinco pavimentos, o segmento mais atingido pelos aumentos será o voltado para classes de menor renda.

O diretor da Construtora Orienf, Luis Carlos de Melo Marques, também acredita que as normas refletirão nos preços dos imóveis. Segundo ele, a norma vai impactar nos custos e realmente deverá atingir as construções voltadas às classes mais baixas. Para ele, os prédios de luxo geralmente são mais bem planejados e já são construídos praticamente dentro dessas normas. "Eles já possuem isolamento acústico nas paredes e tubulações revestidas que diminuem o barulho", afirma.

Além do isolamento acústico, outra prática já adotada em edifícios de luxo que deve ser copiada nos de categoria inferior é a qualidade dos pisos. "O de madeira tende a produzir mais barulho. Já outros pisos de pedras, como granito e mármore, mais caros e encontrados em apartamentos mais luxuosos, provocam menos", compara.

Marques acredita que no futuro, devido ao avanço da tecnologia, os preços dos materiais tendem a cair. "Mas, em compensação, a mão de obra está cada vez mais cara", lamenta.

Vigência. O vice-presidente da área de materiais, tecnologia e meio ambiente do Sinduscon lembra que as novas regras impostas pela ABNT não valem para as edificações já prontas, mas apenas para as que tiverem projetos para serem aprovados a partir do dia 12 de novembro. Ele observa que, como as normas são recentes, ainda não foi feito um estudo técnico para saber realmente quanto as construções vão aumentar. "Mas esses custos serão repassados ao consumidor", reforça.

ABNT define as normas, mas não o material

As novas regras para construção civil estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) definem apenas as normas, e não os materiais recomendados para cada tipo de construção. A ABNT, até então, estabelecia regras sobre o material e a forma de determinados elementos, como, por exemplo, a espessura de uma parede de alvenaria. Agora, o que importa é o resultado: não importa como é a parede, se ela deixa passar muito ruído.

A intenção é melhorar o desempenho, mas as regras não serão fiscalizadas por entidades da construção civil. Elas se tornarão referência em disputas judiciais e em discussões entre moradores, imobiliárias e construtoras, além de serem um diferencial de qualidade na hora da venda.

As construtoras serão "obrigadas" a escolherem materiais que garantam melhores instalações hidrossanitárias, estruturas, pisos, fachadas e coberturas. Há indicações também em relação à espessura mínima da parede e ao tipo de revestimento, procurando tornar o imóvel mais confortável e reduzir os riscos de infiltrações ou rachaduras.

Fonte: Clipimobiliário citando O Tempo / MG - Téo Scalioni

Tags Tags:  NBR 15575 norma de desempenho nova regra para a construção civil consumidor custos

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